Às vezes, deitado num campo de azedas, repouso,
Olhando para o céu, observo a lua em sua dança.
Tão grande e bonita, em seu brilho luminoso,
Mas revela sempre a mesma face, sem mudança.
"Porque apenas um lado nos mostra?", questiono,
Na quietude da noite, a pergunta me assombra.
A lua, tal como as pessoas, um segredo proponho,
Mostra apenas o belo, enquanto o outro se esconde, sombra.
As pessoas, como a lua, exibem apenas a face agradável,
E vivem uma fantasia, um teatro de aparências.
Nada é o que parece, num mundo inabalável,
Escravos dos gostos alheios, perdidos nas aparências.
Não são quem deveriam ser, mas quem querem mostrar,
Num eterno desfile de máscaras e ilusões.
Como a lua, só um lado deixam brilhar,
Escondendo as suas verdadeiras emoções.
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