Solidão em mim (reeditado)

Resta-me apenas a solidão, companheira silente,
Num mundo onde não há lugar para uma mente deslocada.
O que sinto é culpa, uma sombra persistente,
Pelo que causei e vivi, uma jornada marcada.

Não resta de mim senão memórias gravadas,
Ecos fortes deixados para aqueles que foram meus.
Sou a negatividade, a praga, nas estradas,
Um amuleto maligno, na sombra dos dias seus.

Não possuo riquezas, mas fui rico, um dia,
Por ter amado, por ter sentido o amor verdadeiro.
Agora, esse sentimento é apenas uma fantasia,
Parece que morri em vão, num mundo inteiro.

No meu velório, choram lágrimas vazias,
Lágrimas de presença, sem sentir, sem coração.
Quando for enterrado, nas memórias frias,
Serei apenas um capítulo esquecido, na imensidão.

Comentários