Ser quebrado

Na penumbra da noite que cai,
Sussurros do tempo se perdem no ar.
Sob o manto da lua que trai,
O coração chora o que não pode falar.

Caminhos vazios, ecos distantes,
Sombras de um passado que ainda dói.
Lembranças que queimam, instantes,
De um tempo que nunca mais se foi.

Na solidão, a alma vagueia,
Perdida nos labirintos da mente.
Cada pensamento, uma teia,
Que prende e consome silenciosamente.

As estrelas, testemunhas silenciosas,
De segredos que a noite guarda.
Em cada brilho, histórias dolorosas,
De sonhos que a madrugada retarda.

Lágrimas caem como folhas no outono,
Marcando o ritmo de um adeus.
Na melancolia, um eterno sono,
Onde o coração se esquece de Deus.

Rios de tristeza correm em veias fechadas,
Por caminhos onde a esperança se perdeu.
Nas palavras não ditas, nas promessas caladas,
Resta o vazio do que nunca aconteceu.

Ventos frios sopram lembranças mortas,
Carregando o peso de um passado cinzento.
Feito folhas secas que cruzam portas,
Levando consigo o último alento.

No espelho, o reflexo de um ser quebrado,
Fragmentos de uma vida em desalinho.
Na melancolia, um coração aprisionado,
Perdido na solidão do seu caminho.

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