Já não sou o tapete onde caminhas à vontade,
Amo-me agora mais do que a ti, isso é certo.
Esta verdade, tão clara como a luz da cidade,
Deve ser entendida, em meu coração aberto.
Mas interrogo-me, o que farás, sozinha,
Quando sentires a falta da minha presença?
E se caíres, na tua estrada, na tua linha,
E eu não estiver lá para te dar a mão, na ausência?
Pensavas, talvez, que eu seria sempre teu,
Um eterno servo dos teus caprichos, desejos?
Mas despertei, percebi que o mundo é meu,
Nos meus sonhos, sou o dono dos meus ensejos.
Claro que gosto de ti, não nego o afecto,
Mas agora, o amor por mim mesmo vem primeiro.
Não mais um peão no teu jogo, no teu projecto,
Agora, amo-me mais, com todo o meu ser inteiro.
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