No silêncio das horas que se arrastam,
Onde a melancolia tece o seu véu,
Corações solitários, em noites vastas,
Escondem segredos em cada recanto seu.
Sob o céu cinzento de um mundo descorado,
Onde a alegria parece ter escapulido,
Caminham almas, em passos sossegados,
Por sendas de sonhos esquecidos.
Nas folhas caídas, o outono se narra,
Histórias de um tempo que já se foi.
Em cada folha, uma lágrima a escorrer,
Na terra, o eco de uma voz que dói.
Nas águas paradas de lagos silenciosos,
Reflete-se a face de um amor perdido.
Nos espelhos d'água, pensamentos dolorosos,
De um coração despedaçado, sofrido.
Na brisa fria que percorre as ruas desertas,
Sussurram lembranças de dias mais risonhos.
Ventos que transportam as melancolias,
De amores findos, de antigos sonhos.
Nas estrelas distantes, uma esperança vaga,
De encontrar algum consolo no firmamento.
Mas na noite escura, apenas a louca,
Solidão que envolve como um manto.
Em cada canto deste mundo silencioso,
Onde a tristeza se fez morada,
Ecoa a voz de um ser pensante,
Que na melancolia, encontra a sua estrada.
Comentários
Enviar um comentário