Bela natureza

A cada alvorecer, uma tela se desenha,
Com cores vivas, a natureza acorda.
O sol, pintor celeste, delicadamente pincela,
O mundo com matizes que a alma recorda.

Nas flores, a poesia da terra brota,
Em pétalas suaves, a beleza se desvenda.
Cada fragrância, uma canção que embala,
Na sinfonia da vida, a natureza é a renda.

Árvores murmuram segredos ancestrais,
Folhas valsam ao sopro do vento.
Raízes escondem enigmas imortais,
No coração da terra, seu compasso lento.

Rios serpenteiam por vales e serras,
Cantando melodias de águas límpidas.
Refletem o céu, nas suas faixas terras,
Narrando histórias de épocas ainda tímidas.

Nas serranias, o tempo se aquieta,
Imensas sentinelas de eras findas.
Guardiãs da história, natureza discreta,
Nos seus cumes, memórias esfriadas.

No céu, o balé das nuvens errantes,
Desenhando formas no azul infinito.
Cada desenho, um sonho para amantes,
No vasto palco do universo sem limite.

Ao crepúsculo, a natureza se despede,
Num espetáculo de luz e sombra.
O dia encerra, a noite sucede,
Na beleza da natureza, a vida assombra.

Assim, em cada recanto deste mundo vasto,
A natureza murmura sua eterna melodia.
Na beleza que observamos, singelo e casto,
Revela-se a expressão mais pura e viva.

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