Na alvorada de um sentimento escondido,
Vive um coração partido, em silêncio sofrido.
Amor não correspondido, cruel destino,
Que deixa na alma um vazio sem tino.
Nas noites longas, a esperança suspira,
Por um amor que o coração admira.
Mas nas estrelas, apenas a tristeza inspira,
Neste amor solitário, que a alma retira.
Em cada olhar, um pedido mudo,
Por um afeto que nunca será tudo.
Nas palavras não ditas, um mundo,
Onde o amor vive solitário e mudo.
Coração que ama sem ser amado,
Em seu peito, um sentimento condenado.
Na dor do amor não correspondido, um fado,
Que canta a melancolia de um amor errado.
Nas ruas da memória, passos perdidos,
De um amor que segue caminhos não permitidos.
Em cada esquina, sonhos desvanecidos,
De um coração que ama, mas permanece escondido.
Neste amor não correspondido, a dor se aninha,
Como uma flor que nunca desabrocha, sozinha.
Na solidão, o amor que a alma acarinha,
É a mesma dor que a lentamente definha.
Assim vive o amante de um amor calado,
Num mundo onde o sentimento é um fardo.
Na dor de um amor não correspondido, um legado,
De um coração que ama, mas permanece isolado.
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