No crepúsculo, onde o amor se perdeu,
Caminho pelas ruas do esquecimento.
Cada passo, um sussurro do que morreu,
No peito, um mar de lamento.
Os sonhos outrora vividos,
Agora são sombras que me seguem.
Nas memórias, ecos doloridos,
De um amor que os anos submergiram.
Na quietude da noite, a dor desperta,
Como uma flor que na escuridão floresce.
Cada estrela, uma ferida aberta,
Num céu que o coração não esquece.
Amor, foste chama, agora cinza,
Em meu peito, apenas a brisa fria.
A lembrança, que como vento dança,
E no vazio, a alma vazia.
Por caminhos de pedra e solidão,
Levo a saudade, companheira fiel.
No olhar, o reflexo da desilusão,
Em cada lágrima, um pedaço do céu.
Em cada verso, uma confissão,
De um amor que se perdeu na imensidão.
E na noite, sob a lua pálida,
Canto a dor, numa melodia calada.
Neste jardim de sonhos desfeitos,
Onde o tempo tudo levou.
Restam apenas os meus preceitos,
E o amor que nunca se encontrou.
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