Os desejos, tumultos que me devoram, me assombram,
No meu próprio mundo, perdido, me lançam,
Torno-me uma criatura, meio-viva, sem acalmar,
Monstruosa complexidade, o que anseio não se alcançar.
Sentimentos fantasmas, sombras que me perseguem,
Na escuridão da minha alma, eles se acolhem,
Nada além da indesejável monstruosidade,
Não posso ser o que sempre foi minha ansiedade.
Mas talvez, nos suspiros, nas noites profundas,
Encontre um caminho para quebrar essas fundas,
Cadeias dos desejos que me aprisionam e atormentam,
Buscar a luz, num labirinto de sonhos que alimentam.
Comentários
Enviar um comentário