Doce abrigo

Nas asas do luar, meu coração sofre,

Suspiros perdidos na noite escura e fria,

Em versos melancólicos, minha alma se desdobra,

Na tristeza profunda, a vida esvazia.


Oh, amor que se foi, como uma estrela cadente,

Deixando trilhas de saudade e vazio,

Nas páginas do tempo, fico paciente,

Esperando o retorno do teu doce abrigo.


Versos sentidos, em cada rima um suspiro,

No olhar perdido, o eco do teu adeus,

Ah, alma minha, em desespero miro,

Na sombra da ausência, só resta o breu.


Assim como as flores murcham no outono,

Minha esperança se desvanece ao vento,

Nos versos de tristeza, meu coração entona,

O cântico silente do eterno lamento.

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