Nas sombras do arvoredo, triste e vago,
Meu coração sofre, de mágoas cativo,
Em versos tecidos, alma em pranto aguardo,
Em cantos dolentes, meu ser em derivo.
Ó amor que partiste, qual brisa que some,
Deixaste saudade, na noite calada,
Nas palavras que urdo, do peito consome,
Na tristeza da noite, tua ausência é cantada.
Versos antigos, como folhas que tombam,
No silêncio noturno, meu coração geme,
Esperando a alvorada, quando as sombras somem,
Minha angústia se esvai, e a dor emudece.
Assim como as estrelas no alto cintilam,
Minha esperança arde, tênue e frágil,
Nos cantos da noite, o pranto que aniquila,
Em versos antigos, minha alma em desfile.
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