No final do meu pensamento, à beira de uma falésia. Criada
por todos os meus medos.
Sentado, num pedaço de madeira. O que ironicamente
acredito ser o famoso tronco da salvação.
Seja de onde for, a sua representação, para mim é um
pretexto para explicar o porquê de estar a um passo de cair nas gélidas águas
do meu desespero.
Neste momento toda a preocupação de prolongar o meu
estado sereno parece não estar a surtir grande efeito.
As águas! O desespero grita mais alto do que a vontade de
ser… ora ser, para algo tão vazio como eu… é ser o que nunca se quer ser… há
sempre o dilema do facto de que se for um fraco não sou um número na sociedade
e de que se for forte corro o risco de ficar marginalizado, resta o meio-termo…
que não existe.
O que é realmente meio-termo vemos todos os dias na rua…
vasos cheios de inocência e da ganância de alguém que controla as cordas da
sociedade… ora então para quê ser? Se vazio não me enche e forças me dizem para
não me encher do que outros transbordam…
Mais uma vez o final do pensamento chega e eu fico cada
vez mais próximo de cair. Arrastando o tronco, que não me servirá de nada se eu
bater lá em baixo.
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