O que será o amor, para além de uma doença indesejável e
incontrolável.
Há pessoas que parecem viver bem com isso… pergunto-me
como, porque sinto a minha mente a cair pedaço por pedaço. E deixando um buraco
tao extenso quanto o universo…
É preciso ter cuidado, pois doença como esta está
até na mais leve palavra… embora as palavras não sejam
perigosas e sim a pessoa que as dispara como balas directas ao nosso coração.
O ar deixa de ser respirável, a vida deixa de ter
sentido… e tudo porque estamos cheios daquela sarna que se chama amor… ou
paixão, já não sei mais o seu nome correctamente, pois também eu não sai impune
a esta maldita praga. Da vontade de coçar de dentro para fora… e como se
fossemos arrancar um pedaço nosso de tanto coçar.
Já vi pessoas a sucumbir a esta horrível praga… e poucos
os que sobreviveram, alegam que não podes safar-te sem deixar um pouco de ti
para ela, como se tratasse de um demónio… eu já não sei de nada… dar a vida a
um demónio ou perde-la para uma doença… o que será pior?
É assombroso, as coisas que eu podia fazer, antes quando
ainda sabia distinguir o correcto e racional do errado e irracional.
Esta, bala, sei que tinha o meu nome nela… porque as
vezes o mundo da aquelas voltas complicadas e que nos previmos… um dia disse,
que Deus me livre de algo assim. Eu deixei de acreditar nele.
Pior ainda, eu o maldigo na rua como se fosse conhecedor
de cada passo seu.
Se eu soubesse o que sei hoje, isto que também e um mal
global… o arrependimento no fim dos dias… se eu soubesse, não me teria
relacionado com o atirador que tao previsível era.
Vou entretanto me arrumar numa caixa de madeira até ao
fim dos meus dias, antes de ir… aconselho vivamente a fazerem o mesmo porque um
dia podem apanhar disto que não se recomenda a ninguém.
Até la vejam de uma cura que eu gostava imenso de voltar
a ser como era antes
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