Sou um espirito livre
Não pertenço a ninguém
E ninguém me pertence a mim
Selvagem de natureza
Aprisionado há nascença
Libertado pelo saber
Os ignorantes não me enganam
Os ardilosos não me apanham
Sou raro por ser como sou
E comum por acharem o que serei
O meu destino esta escrito junto das estrelas
Bem perto do destino de alguém
Cruzando-se entre si
Mas mesmo assim não me deitam a mão
Continuo a ser um espirito liberto
Não sofro de mágoa
Não sofro de perda
Sou assim… livre ate ao fim
Livre de sentimentos
Responsabilidades
E até mesmo deveres
Pedir para deixar de ser sátiro
Era pedir para deixar de ser quem sou
É como pedir a uma ninfa que deixe de ser viciada
Não e certo ser irónico
Mas quem falou em ironia?
Palavras as minhas, sátiro
O mesmo que ninfa
Seres da floresta
Livres… do preconceito
Amam-se sem fim
E não são donos nem de si
Viciam-se no que de bom há na vida
Festas… pela noite dentro
Festas inocentes como se diz
Ser selvagem é isto
Olhar para o lado e ver quem la está
Saber que está coberto com folhas apenas
E não querer saber
Amar sem querer possuir
Ter controlo sem querer mandar
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