psicologia de um viciado em amor

Medico - Que viste tu nela?
W - para alem de ser o meu astro?
um pedaço de mim, vital para saber distinguir o gostar do amar... por falar em amar, os cabelos dela! Parecem o mar num dia calmo.
Sabe como é, amo-a sem sabem o porquê e a cada novo dia pareço mais inebriado com o olhar ternurento que ela me lança, de manha quando acorda...
Medico - Nada mais além disso?
W - Não basta já estar entorpecido pelo fantástico físico?
Claro que não! ela completa exactamente o que nunca consegui completar... as vezes acaba o que falo.
Somos semelhantes, mas o que adoro nela é mesmo o facto de divergirmos em tanta coisa... dr. eu apaixonei-me pelas discussões acerca disso mesmo...
Medico - Do quê concretamente?
W - Não lho disse já?
os nossos temas de conversa... ela gosta de rosa, eu de vermelho... entramos num desatino saudável e é isso dr. adoro quando ela esta aborrecida com isso, porque não e um aborrecimento mau.
cada expressão dela torna-me incapaz de continuar com a discussão... não ficamos muito tempo chateados. Nunca me ocorreu ficar longe dela... cinco minutos depois de uma briga e eu beijo-a de tal forma que logo tudo se recompõe.
Medico - Nunca brigaram a serio? isso não e uma briga é mais um arrufo.
W - Sim já, mas é tão difícil ficar longe dela dr.
Não dá!
A última vez, acabei a noite a cantar à janela... os vizinhos detestaram, o que contou foi a profundidade do meu arrependimento.
Medico - Então a culpa foi sua...
W - Dr. eu sou um homem, por mais sensível que seja há em mim ainda aquele lado que não o é... foi isso que a aborreceu.
Medico - Que mais há, nela, que o tenha deixado assim?
W - O toque... dr. quando ela me toca na cara, no peito, nos braços...
Dá-se uma explosão na minha cabeça e nunca baixou de intensidade desde que a conheci...
Ela é o meu vicio e não me sinto preparado para o largar...

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