caminhos...

Numa infinidade de caminhos tinha logo que tomar este...
Sem vontade alguma de prosseguir este maldito caminho,
Cheio de vidro que me trespassa a carne
E me magoam o ego...

Que vergonhosa esta estrada dos derrotados e inúteis
Não dos ardilosos, que tiveram a sorte de arder no inferno
Por serem mentirosos impiedosos, que tanto fizeram sofrer para se safar
preferia não ter de escolher nenhum dos dois!

Jornada aterradora que faço, sem a experiência e a preparação
Que tanto nos faz falta... morrer é.... simplesmente, viajar para algum lado
Ainda que pareça estranho, tem o seu fundo de verdade...

Quando nada está resolvido caminham, como eu caminho agora,
Numa passadeira dilacerante com estilhaços dos espelhos
Onde outrora nos olhámos e quisemos encher os outros de vaidade.
Nunca olhámos para o que era realmente importante

Erramos sempre no mesmo... porque será?
Deus, se é que existe, deu-nos um coração para amar...
Parece algo altruista apelar a alguém que só nos castiga,
Mas, é a única coisa que explica... 

O facto de ainda ai estarem a festejar seja o que for... 
Quando o que deviam fazer era respirar!
Bem fundo, e dizer "eu amo-te" com todas as letras e sentimento!
Verdade seja dita... quando o fizerem

Olhai para o céu à procura de um indicio de trovoada
Que certamente sinal divino vos haverá de castigar.
Porque na minha certeza, se podem guiar....
Temam mentir e esconder sentimentos

Acabarão assim como eu...

A vaguear num mundo, não dos mortos
E que de certo também dos vivos também não é...
Fraco demais para chegar onde precisava
Persistente demais para abandonar esta caminhada

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