Que as palavras do meu silencioso mundo se façam ouvir…
Que os sete ventos transmitam os meus gritos de agonia…
Enquanto as gárgulas… as odiosas gárgulas, que ganham vida
na minha mente e se alimentam do meu diário terror…
Aquele que me tormenta sem fim.
Ai… mundo! Mundo cruel onde nasci!
São poucos os que conheço que, tanto como eu, não merecem a
vida aqui… o coração deles, é tão puro que só a morte se encarregará de os
abençoar…
Amor… amor este, que não mereço por estar a adoecer…
Vida… morte… ciclo horrendo que só me levará quando velho
estiver…
Água, vento, fogo, terra… que bem deitado esteja nas areias
do escaldante deserto onde só as brisas me humedecem os lábios… talvez como
foragido ou mal amado e perdido, só na minha mente… isto exista e me deixe
partir em paz…
Desculpa, será o meu último suspiro… o qual me fará feliz,
pois parto com a certeza de que o perdão terei…
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