Ai alma... alma triste, que me escorre nas peles imundas do
corpo...
A cada pensamento, o meu sangue coagula... o fim está próximo...
Já se sente a miséria na barriga... as mais frágeis partes
do inerte mundo que tomo, enregelam e apodrecem até cair.
Dada a altura a que estou, duvido que haja homem para me
amparar... nem os alados poderão assistir a tamanha depressão!
Se desço ou subo, não sei, mas que o ódio me toma a cada
segundo... toma.
Oh... por favor! Que teatro este, tão mal encenado que está...
pena que não possam sobreviver para fazer melhor...
Maldita a hora em que fui nascer... que anseio já a morte!
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